Relato de Natalia Neder Aranda, mãe de Júlia
Sexta-feira, meia noite, as contrações começaram. Tive certeza que era o começo do trabalho de parto pois as contrações eram ritmadas, de seis em seis minutos. Não eram muito fortes, mas incomodavam a ponto de passar praticamente a noite em claro. O Gu, meu marido, dizia: Entrega, deixa a dor vir, Relaxa! E eu pensava: Relaxa? Entrega? Como posso relaxar sabendo que minha filha está prestes a vir ao mundo!!! Era tanta emoção, ansiedade, felicidade, medo, alegria, enfim, posso dizer que foi uma noite bem agitada!
Lá pelas sete da manhã, me levantei. Estava tranquila, era uma mistutra de alegria e de vontade de viver o tão famoso trabalho de parto. Tomei café, liguei para a médica, para o doula, falei com minha mãe, e todas me acalmaram, tirando minha mãe que estava mais ansiosa que eu, acho que não via a hora de ver a carinha de sua neta!
Segui a coordenadas da médica anotando as contrações e tentando ficar tranquila. Dani, a doula, recomendou que ficasse na companhia de mulheres pois isso facilitaria o caminho de Julia, e assim o fiz. Fiquei com minha mãe, minha irmã e minha avó, e realmente elas me tranquilizaram bastante apenas pela presença, senti calma e força. Fiquei em casa, tentei dormir um pouco, entre uma contração e outra, depois tomei um banho, arrumei o resto das coisas e fui para maternidade.
Chegando lá, fui examinada e estava com dois dedos e meio de dilatação. Não era muito mas estava tendo muito contração e por isso, a médica achou melhor ficar por lá mesmo. Avisamos a doula e ela veio correndo. No início ficamos nós três no quarto: eu, Gu e Dani. A cada contração, Dani estava lá, firme e forte, me ajudando a viver aquele momento da melhor forma possível. Eram massagens, alongamentos, andanças pelos corredores e, acima de tudo, muito bom humor, ingrediente este fundamental para qualquer trabalho de parto!
Posso dizer que não foi nada fácil. Foram trinta horas desde o início. As contrações começaram leve e aos poucos foram se intensificando. A vontade de ver a carinha da minha filha foi aumentando, a força em viver aquela dor de uma forma tranquila também e as massagens e conversas com Dani eram cada vez mais frequentes. Cada contração uma massagem, e era a única coisa a fazer no momento. Não cabia conversas nem andanças, isso tudo guardávamos para os momentos entre uma contração e outra, aí sim podíamos relaxar, contar histórias e até cantar. Nossa, houve um momento em que achei que não ia aguentar. A dor era tanta que estava me consumindo, não era mais eu no controle e sim ela, arrebatadora ela vinha sem dó nem piedade. Nesta hora pensei em desistir, em me entregar, me entregar sei lá pra quem, pra dor, pra cesária, pro diabo que a carregasse! Não conseguia pensar, era só dor, dor e alivio das massagens que Dani e Gu faziam na minha lombar.
Haviam momentos que não precisava nem da massagem e sim de um toque, só de ter um toque ali era como se tirassem parte da dor com as próprias mãos. Eram mãos mágicas, iluminadas e angelicais. Apelidei Dani de minha anjinha. Se não fosse ela, junto com meu marido e minha mãe que estava ali do lado, segurando minha mão, acho que não teria conseguido o tão esperado parto normal.
Mas voltando ao momento que achei que não fosse mais aguentar, Dani me sugeriu tomar um banho. E foi aí que começamos a cantar. Estávamos em comunhão, as duas juntas olhando uma para outra e cantando. Pensava: quem canta seus males espanta,e realmente estava espantando!
Depois no final, a Julia precisava fazer uma rotação para poder nascer e a médica disse que provavelmente precisaria usar fórceps. Foi aí que olhei para Dani e disse: Vamos fazer a Julinha virar! E foi o que fizemos! Com massagens e exercícios sugeridos por Dani, minha filha conseguiu virar e rapidamente estava pronta para nascer. Bastaram algumas contrações finais e pronto, a Julia nasceu!!!!!!!!!!
Nem acreditava que finalmente poderia ver seu rostinho, seu corpinho tão pequeno, toda sujinha, era assim que eu queria que ela viesse, pela primeira vez, para o meu colo: toda sujinha, sem roupas e acessórios que as maternidades adoram colocar antes de entregá-la para a mãe. De repente, depois de tantas horas difíceis, lá estava minha pequena, toda linda e tão esperada.
Foi o momento mais emocionante e gratificante de minha vida. Ver pela primeira vez minha filha e dizer:
É isso aí, filhota, conseguimos, foi difícil mas conseguimos!
Segui a coordenadas da médica anotando as contrações e tentando ficar tranquila. Dani, a doula, recomendou que ficasse na companhia de mulheres pois isso facilitaria o caminho de Julia, e assim o fiz. Fiquei com minha mãe, minha irmã e minha avó, e realmente elas me tranquilizaram bastante apenas pela presença, senti calma e força. Fiquei em casa, tentei dormir um pouco, entre uma contração e outra, depois tomei um banho, arrumei o resto das coisas e fui para maternidade.
Chegando lá, fui examinada e estava com dois dedos e meio de dilatação. Não era muito mas estava tendo muito contração e por isso, a médica achou melhor ficar por lá mesmo. Avisamos a doula e ela veio correndo. No início ficamos nós três no quarto: eu, Gu e Dani. A cada contração, Dani estava lá, firme e forte, me ajudando a viver aquele momento da melhor forma possível. Eram massagens, alongamentos, andanças pelos corredores e, acima de tudo, muito bom humor, ingrediente este fundamental para qualquer trabalho de parto!
Posso dizer que não foi nada fácil. Foram trinta horas desde o início. As contrações começaram leve e aos poucos foram se intensificando. A vontade de ver a carinha da minha filha foi aumentando, a força em viver aquela dor de uma forma tranquila também e as massagens e conversas com Dani eram cada vez mais frequentes. Cada contração uma massagem, e era a única coisa a fazer no momento. Não cabia conversas nem andanças, isso tudo guardávamos para os momentos entre uma contração e outra, aí sim podíamos relaxar, contar histórias e até cantar. Nossa, houve um momento em que achei que não ia aguentar. A dor era tanta que estava me consumindo, não era mais eu no controle e sim ela, arrebatadora ela vinha sem dó nem piedade. Nesta hora pensei em desistir, em me entregar, me entregar sei lá pra quem, pra dor, pra cesária, pro diabo que a carregasse! Não conseguia pensar, era só dor, dor e alivio das massagens que Dani e Gu faziam na minha lombar.
Haviam momentos que não precisava nem da massagem e sim de um toque, só de ter um toque ali era como se tirassem parte da dor com as próprias mãos. Eram mãos mágicas, iluminadas e angelicais. Apelidei Dani de minha anjinha. Se não fosse ela, junto com meu marido e minha mãe que estava ali do lado, segurando minha mão, acho que não teria conseguido o tão esperado parto normal.
Mas voltando ao momento que achei que não fosse mais aguentar, Dani me sugeriu tomar um banho. E foi aí que começamos a cantar. Estávamos em comunhão, as duas juntas olhando uma para outra e cantando. Pensava: quem canta seus males espanta,e realmente estava espantando!
Depois no final, a Julia precisava fazer uma rotação para poder nascer e a médica disse que provavelmente precisaria usar fórceps. Foi aí que olhei para Dani e disse: Vamos fazer a Julinha virar! E foi o que fizemos! Com massagens e exercícios sugeridos por Dani, minha filha conseguiu virar e rapidamente estava pronta para nascer. Bastaram algumas contrações finais e pronto, a Julia nasceu!!!!!!!!!!
Nem acreditava que finalmente poderia ver seu rostinho, seu corpinho tão pequeno, toda sujinha, era assim que eu queria que ela viesse, pela primeira vez, para o meu colo: toda sujinha, sem roupas e acessórios que as maternidades adoram colocar antes de entregá-la para a mãe. De repente, depois de tantas horas difíceis, lá estava minha pequena, toda linda e tão esperada.
Foi o momento mais emocionante e gratificante de minha vida. Ver pela primeira vez minha filha e dizer:
É isso aí, filhota, conseguimos, foi difícil mas conseguimos!
Doula: Daniela Andretto (Gestamater)

